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O que ninguém te conta sobre você… até o dia em que faz sentido

  • Foto do escritor: Claire - Maison Intime
    Claire - Maison Intime
  • 30 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Senta aqui um pouco. Sem pressa. Esse não é um texto para ensinar, nem para convencer. É mais como aquelas conversas que quase nunca acontecem, mas que fazem falta a vida inteira. As que passam de mãe para filha, de amiga para amiga, num tom baixo, sem julgamento, sem vergonha.


O que ninguém te conta é que cuidar da própria intimidade não é só sobre sexo. Na verdade, quase nunca é. É sobre sentir o próprio corpo com carinho. É sobre se permitir tocar, cuidar, hidratar, aliviar, estimular… sem achar que isso precisa de um motivo especial ou de alguém ao lado.


Muitas de nós crescemos aprendendo a esconder o corpo. A não olhar demais. A não tocar demais. A achar que sentir prazer era exagero, egoísmo ou coisa que precisava ser explicada. E aí, quando a vida adulta chega, junto com cansaço, hormônios mudando, relações exigentes e pouco tempo para si, o corpo começa a pedir atenção, mas a gente não sabe muito bem como ouvir.


Óleos, géis, hidratantes íntimos, velas de massagem, excitantes… nada disso é “demais”. São só ferramentas gentis. Um jeito de dizer para o corpo: eu estou aqui. Um óleo passado devagar nas pernas. Um gel que alivia a secura. Um hidratante íntimo que devolve conforto. Uma vela acesa num fim de dia longo. Não para seduzir ninguém, mas para se sentir viva de novo.


E os vibradores? Eles também não são esse bicho de sete cabeças que pintaram pra gente. Não vieram para substituir ninguém, nem para “ensinar” o corpo a funcionar. Às vezes, eles só ajudam a lembrar. Lembrar de sensações esquecidas. Lembrar que prazer não precisa ser rápido, nem performado. Que pode ser silencioso, delicado, só seu.

Talvez ninguém tenha te contado que, na primeira vez, pode não ser incrível. Pode ser estranho. Pode dar risada. Pode dar vontade de parar. Pode até dar um choro inesperado. E isso também é cuidado. O corpo guarda muita coisa. Quando ele percebe que está seguro, ele responde do jeito dele.


Os excitantes não existem para consertar nada. Eles não são um “empurrão”. São mais como um sussurro. Um convite leve. E se não fizer sentido hoje, tudo bem. Cuidar da intimidade também é respeitar os dias em que o corpo quer só descanso.

O mais bonito (e o mais raro) é entender que esses cuidados não precisam estar ligados a desejo, parceiro ou ocasião especial. Eles podem fazer parte da rotina, como passar um creme no rosto ou tomar um banho demorado. Um gesto pequeno que diz: eu me importo comigo.


Talvez, no fundo, o que ninguém te contou é que autocuidado íntimo não é luxo. É afeto. É maturidade emocional. É aprender a tratar o próprio corpo com a mesma gentileza que a gente teria com alguém que ama.

E se essa conversa estivesse acontecendo entre uma mãe e uma filha, ou entre duas amigas muito próximas, talvez terminasse assim: não tenha pressa, não se cobre tanto, e nunca ache estranho cuidar de você.

Porque sentir conforto, prazer e bem-estar no próprio corpo não é demais. É só humano.

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